Em 2 de setembro de 2026, o Blog do Esmael publicou uma análise da nova pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial, indicando um cenário de maior equilíbrio na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Lula aparece na frente com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 30%. Augusto Cury (Avante) surge como principal novidade da pesquisa, com 10%, bem acima dos 2% que tinha no levantamento anterior. Renan Santos (Missão) marca 3%, e Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Pablo Marçal (PRTB) e Samara Martins (UP) figuram com 1% cada. Outros nomes não pontuam; 7% declaram voto branco ou nulo e 11% ainda estão indecisos.

Em um cenário sem Pablo Marçal, que está inelegível, Lula mantém os mesmos 37%, Flávio cai para 29% e Cury continua com 10%, o que, segundo o texto, indica que a presença ou ausência de Marçal pouco altera a correlação de forças entre os principais concorrentes. O dado considerado politicamente mais relevante, porém, está no segundo turno: na simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista tem 42% contra 41% do adversário, o que configura empate técnico dentro da margem de erro. Na pesquisa Quaest de 14 de agosto, o placar era 43% x 40%, mostrando que a vantagem de Lula diminuiu de três para um ponto.

A reportagem destaca que a disputa segue muito apertada, especialmente entre os eleitores que não se identificam com nenhum dos dois polos. Nesse grupo, Flávio lidera com 32%, Lula tem 29%, 30% preferem branco, nulo ou nenhum dos nomes, e 9% estão indecisos. É justamente nesse espaço que Augusto Cury mais cresce: ele atinge 24% dos independentes, superando Lula (21%) e Flávio (9%), embora 65% desse segmento ainda afirmem não conhecê‑lo bem. Entre os que declaram voto em Cury, pouco mais da metade diz que a escolha é definitiva, e quase metade admite que pode mudar de candidato, o que mostra um potencial de crescimento acompanhado de forte volatilidade.

A Quaest também testou um eventual segundo turno entre Lula e Cury: o presidente aparece com 40%, e o escritor, com 34%; 21% optam por branco, nulo ou não votar, e 5% não sabem responder. Em simulações com outros adversários, Lula mantém vantagem: 43% x 36% contra Renan Santos; 44% x 33% contra Romeu Zema; e 42% x 37% contra Ronaldo Caiado. Ao lado desses dados, a pesquisa mediu a avaliação do governo Lula, que tem 48% de desaprovação e 45% de aprovação; na leitura geral do governo, 37% o consideram negativo, 35% positivo e 25% regular.

Para o Blog do Esmael, o quadro que emerge é o de uma eleição em que Lula segue na dianteira do primeiro turno, Flávio Bolsonaro consegue reduzir a diferença em um eventual segundo turno e Augusto Cury entra no patamar de dois dígitos, ganhando relevância entre os eleitores menos ligados à polarização. A análise conclui que a disputa de 2026 chega a setembro com dois blocos ainda dominantes e uma terceira candidatura em ascensão, e que caberá aos próximos levantamentos mostrar se esse novo equilíbrio será apenas um retrato pontual ou o início de uma recomposição mais profunda do cenário eleitoral.