Em 2 de setembro de 2026, a Rádio Itatiaia noticiou que Minas Gerais é o terceiro estado do país com mais denúncias de assédio eleitoral no trabalho neste ano. De acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), até a terça-feira, 1º de setembro, foram registradas 252 queixas em todo o Brasil, sendo 15 em Minas, a maior parte delas concentrada nos meses de julho e agosto, período de intensificação da campanha.
Os casos mineiros estão distribuídos por várias regiões do estado, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Zona da Mata, o Vale do Rio Doce e o Triângulo Mineiro. Das denúncias recebidas em 2026, nove ainda estão sob investigação e quatro já foram arquivadas após análise das informações enviadas ao MPT.
O cenário, somado ao histórico recente, levou órgãos das Justiças Eleitoral e do Trabalho a reforçarem a fiscalização nesta reta final antes das eleições. Nesta terça-feira, representantes do MPT em Minas Gerais, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG), do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) e do Ministério Público Eleitoral (MPE) assinaram um acordo de cooperação para prevenir e combater o assédio eleitoral. A ação integra a campanha “No Meu Voto Mando Eu” e prevê medidas de orientação, prevenção e atuação conjunta nos casos em que houver elementos suficientes para a adoção de providências.
A reportagem lembra que, em 2022, Minas Gerais chegou a liderar o ranking nacional de denúncias de assédio eleitoral durante a disputa presidencial, com 654 registros. Naquele pleito, foram abertas 403 investigações, e o MPT acionou a Justiça em seis processos para tentar corrigir irregularidades. As queixas envolviam situações de pressão, ameaças, constrangimentos e promessas de benefícios com o objetivo de influenciar o voto de trabalhadores.
Para 2026, os órgãos reforçam que qualquer pessoa que se sinta pressionada ou constrangida em função de sua escolha eleitoral dentro do ambiente de trabalho pode formalizar denúncia ao Ministério Público do Trabalho, à Ouvidoria do TRE-MG ou à Ouvidoria do TRT-MG, que mantém um formulário específico para casos de assédio eleitoral. As instituições garantem que a identidade do denunciante será mantida em sigilo, buscando encorajar a população a relatar abusos e ajudar na proteção da liberdade de voto em Minas Gerais.

